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#231 - A fé não acabou, ela apenas migrou para outros formatos

🥜📮 - Quando a busca por sentido vira design, app, ritual sensorial e um chatbot que responde às 3 da manhã.

Interessante para os interessados. A leitura preferida dos insaciáveis

Tempo de leitura: 14 minutos
 
Edição #231

“Se você mostrar às pessoas os problemas e as soluções, elas serão motivadas a agir.”

Bill Gates

O uso de medicamentos para perda de peso à base de GLP-1 reduz em mais da metade o risco de morte em pacientes com câncer de cólon ao longo de cinco anos; o fármaco pode ajudar a diminuir a inflamação e outros mecanismos que favorecem o crescimento de tumores.

A Fast Company e a Universidade Johns Hopkins estão a colaborar numa nova conferência centrada na tecnologia em Washington, DC, chamada “World Changing Ideas Summit”.

O livro “Flesh”, do autor David Szalay, ganha o Prêmio Booker 2025 de melhor romance em língua inglesa publicado no Reino Unido ou na Irlanda.

As massas italianas estão prestes a desaparecer das prateleiras dos supermercados americanos.

Conheça o homem com o nome mais longo do mundo.

Gamma, startup de apresentações geradas por IA, levanta US$ 68 milhões com avaliação de US$ 2,1 bilhões, com investidores incluindo Andreessen Horowitz.

A BBC relata uma descoberta revolucionária que prova que ondas sonoras de alta frequência transmitidas por meio da tecnologia de ultrassom oferecem uma nova maneira de tratar o câncer sem cirurgia.

Tim Davie e Deborah Turness, diretor-geral e chefe de jornalismo da BBC, respectivamente, renunciaram aos cargos, após acusações de parcialidade editorial na emissora britânica, incluindo um caso de edição de um discurso do presidente Donald Trump.

Conheça o iPhone Pocket, um novo e alegre acessório da Apple e Issey Miyake.

Não vejo a hora de assistir o novo filme Die My Love que está sendo descrito como determinante para a carreira de Jennifer Lawrence e que nos leva à realidade sufocante da depressão pós-parto.

Google Holiday 100: Os presentes mais pesquisados do ano são…

O movimento Sit at the Bar September ganhou força depois que a influenciadora nova-iorquina Laurie Cooper publicou um vídeo dizendo que solteiros deveriam largar os apps de namoro e simplesmente sentar no balcão de um bar durante o mês de setembro. A ideia viralizou, acumulou mais de 700 mil views e virou quase um ritual social em NYC. (copy link)

O valor crescente da interação humana está superando o valor dos bens materiais. A varejista de luxo Moda Operandi está oferecendo experiências que podem ser dadas como presente - como US$15.000 para a criação de fragrâncias personalizadas com os fundadores da Kindred Black.

Interessante a campanha “Onde quer que a vida vá” da IKEA.

Conheça o anel inteligente que faz gravações de áudio de maneira discreta e usa IA para transformá-las em notas. Tá aí, seria esse o futuro da espionagem?

Max Hollein, CEO do Met, postou uma foto anunciando a modernização do guarda-volumes do museu com a legenda: “Adoramos coisas antigas, mas nosso guarda-volumes de 1971 estava pronto para uma atualização na era da IA. Aqui está ele: software de alta tecnologia! Telas sensíveis ao toque! Otimização de espaço! Capacidade duplicada! Números personalizados para retirada! Serviço VIP separado para membros! Apenas nossos excelentes seguranças permaneceram os mesmos! Passe menos tempo na fila e mais tempo apreciando a arte!”

Neste outono, um dos museus mais vanguardistas de Nova York revela sua aguardada transformação arquitetônica. Assinado por Shohei Shigematsu e Rem Koolhaas (OMA), o novo anexo de 60 mil pés quadrados do New Museum, no Bowery, dobra o espaço expositivo sem perder o espírito experimental.

Se o Ed Ruscha resolvesse fazer um chocolate, ele provavelmente teria a mistura de abundância californiana e elegância brincalhona. A sorte é que ele fez. Sua primeira aventura no universo dos doces vem em parceria com a andSons Chocolatiers, dando um toque de arte ao “Made in California”, um chocolate tão bom que parece ter sido desenhado para ser saboreado lentamente.

A24 está produzindo sua primeira série de competição de reality show baseada no videogame “Overcooked",  um jogo capaz de dividir famílias.

Em tempos de incerteza para a coquetelaria brasileira, o @orfeu, bar e restaurante no centro de São Paulo, responde com criatividade.

A fé não acabou, ela apenas migrou para outros formatos

O surto dos chatbots espirituais não é apenas um capítulo curioso na história da tecnologia. É um espelho da transformação da religiosidade moderna, que hoje opera muito mais entre telas, terapias alternativas, arte, cheiro, som e micro-rituais do que dentro das antigas instituições. A fé, ou algo que se parece com ela, se espalhou. Se desinstitucionalizou. Se fragmentou. Se personalizou até o limite da experiência individual.

Os exemplos se acumulam. Aplicativos como Bible Chat, Hallow e Pray.com já contam milhões de downloads e assinaturas de até 70 dólares por ano, vendendo algo que parece uma capelania instantânea. Eles funcionam como padres, rabinos e imãs digitais que respondem em segundos a perguntas existenciais: salvação, pecado, propósito, angústia. O conforto chega por push, o consolo é personalizado. A lógica é a do streaming: espiritualidade sob demanda.

Mas a troca emocional ali é diferente do que muitos jovens buscam. Esses bots…

© Antonio de Luca/The New York Times

Os adultos seguem numa cruzada meio patética para decifrar o novo dialeto das crianças, e o “6-7” virou o símbolo perfeito desse abismo geracional. A graça, claro, é que não significa nada. É só um código interno, um meme ambulante criado para frustrar quem insiste em entender. De skibidi a Ballerina Cappuccina, a nova geração transforma o absurdo em barreira protetora e linguagem própria. Por trás da piada, tem um desejo de ser menos decifrável num mundo que analisa tudo o tempo inteiro. Talvez o nonsense seja a última trincheira de privacidade. E, enquanto pais, escolas e jornais tentam correr atrás, as crianças já estão inventando o próximo 6-7. Vem entender melhor! (gift link)

Kerry James Marshall já foi chamado de gênio, mestre, farol da pintura figurativa contemporânea. Mas ele prefere outro rótulo: pragmático radical. Faz sentido. Ao longo de quase cinco décadas, Marshall estudou a fundo como a arte é construída para poder desmontar, reorganizar e reescrever seus códigos com precisão cirúrgica. Sua obra desafia a ausência histórica de figuras negras nos grandes cânones e, ao mesmo tempo, tensiona como representamos beleza, poder e memória hoje. Sua nova retrospectiva em Londres, “The Histories”, retoma o gênero clássico da pintura histórica, mas vira tudo do avesso, atualizando esse formato para discutir o presente. É arte que conversa com a tradição, mas não pede licença para ocupar o espaço — só mostra, com calma e firmeza, que nunca deveria ter sido excluída.

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