Edição #245
Tempo de leitura: 15 minutos

A leitura é o único meio pelo qual nos colocamos, involuntariamente, muitas vezes impotentes, na pele de outra pessoa, na voz de outra pessoa, na alma de outra pessoa.
Joyce Carol Oates

Após fechar um acordo com o Pentágono, o ChatGPT registrou um aumento de 295% nas desinstalações.

Engenheiros desenvolveram uma mistura de células hepáticas injetáveis que pode substituir temporariamente um fígado com insuficiência, de acordo com um estudo publicado anteontem.

Depois de vencer surpreendentemente a guerra de lances pela Warner Bros. Discovery, David Ellison passará a controlar um dos maiores impérios da mídia da história de Hollywood. Ah, ele já revelou um plano para combinar a Paramount+ e a HBO Max em um único serviço de streaming.

A OpenAI concluiu oficialmente sua rodada de financiamento de US$ 110 bilhões, com US$ 50 bilhões da Amazon, US$ 30 bilhões da Nvidia e US$ 30 bilhões da SoftBank.

A Apple apresenta o iPhone 17e, mais barato, e o iPad Air, mais rápido; a gigante da tecnologia deverá anunciar mais novos produtos nos próximos dias.

O Rijksmuseum de Amsterdã afirma ter recuperado uma pintura há muito perdida de Rembrandt! Intitulada “Visão de Zacarias no Templo”, ela retrata a cena bíblica do arcanjo Gabriel anunciando ao sumo sacerdote Zacarias que ele e sua esposa terão um filho.

O bem-estar que escala: o Palácio Tangará adotou escala 5x2 e contratou 27 novos profissionais para que todos os funcionários possam ter duas folgas na semana.

A caligrafia cursiva está voltando com tudo. Nova Jersey e Pensilvânia estão entre os estados mais recentes a exigir que as escolas ensinem às crianças as habilidades da caligrafia à moda antiga.

O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, envia sua primeira carta anual aos acionistas após assumir o lugar de Warren Buffett, cujas cartas conquistaram um público fiel ao longo de cinco décadas.

As luzes LED azuis de prevenção ao suicídio nas estações ferroviárias japonesas levaram a uma redução de 84% nos suicídios.

O NOMO inverte a lógica habitual dos aplicativos de tempo de tela: em vez de apenas bloquear ou envergonhar você, ele te recompensa por passar menos tempo nas redes sociais. Não tenho certeza sobre as vantagens (ingressos para eventos, mercadorias, reembolso).... Um recurso interessante é o “fist bump”, em que você bate o celular na mão de outra pessoa para bloquear as redes sociais por uma hora. É questionável se gamificar o tempo de tela realmente muda os hábitos a longo prazo.

Xiaomi e Leica se unem para lançar o smartphone Leitzphone. 

Mermaiding está se tornando um fenômeno global de viagens.

Uau! Que vídeo legal mostrando os bastidores do que é necessário para apresentar um espetáculo da Broadway todas as noites.

100 maneiras diferentes de visualizar um único conjunto de dados, mostrando como a escolha do gráfico influencia a história que os dados contam - simplesmente viciada! 

O Arquivo Steve Jobs lançou “Cartas a um jovem criador”, uma coletânea de conselhos essenciais para quem deseja criar algo grandioso, reunindo aprendizados de grandes nomes que já transformaram ideias em legado.

As plataformas querem virar sua influencer favorita. O Instagram e TikTok estão testando ferramentas que recomendam automaticamente produtos “parecidos” com os que aparecem nas fotos e vídeos dos usuários. Na prática? Você posta um look e plataforma sugere onde comprar algo similar. O problema é que links afiliados e publis são a espinha dorsal financeira de muitos criadores — e funcionam porque carregam algo raro: curadoria + confiança. Quando a recomendação passa a ser automática (e algorítmica), ela pode soar como endosso do criador, mesmo quando não é.  E pior: desloca a monetização para a própria plataforma. 

O Apple Maps receberá um recurso de rastreamento interativo em 3D para o circuito de Fórmula 1 deste ano, assim, você poderá ficar olhando para o seu celular quando os carros não estiverem à vista.

Gurus populares da autoajuda estão agora criando chatbots à sua imagem, dando às pessoas acesso 24 horas por dia aos seus conselhos.

Qual é a sua favorita? O concurso Árvore Européia do Ano apresenta 12 árvores, todas com histórias únicas, que foram selecionadas nas rondas nacionais. Confesso, que é difícil escolher…

Três é demais. Com os custos de moradia em alta, mais casais estão morando com colegas de quarto para administrar as despesas. (gift link)

Crianças de 6 anos querem maquiagem e essas marcas estão lucrando com isso. (gift link)

How It Wears é uma biblioteca de referência muito bem elaborada que abrange mais de 100 fibras têxteis (algodão, poliéster, linho, merino e muitas outras), explicando como cada uma delas envelhece, se comporta e deve ser cuidada. Há um analisador de “custo por uso” que permite “compreender o valor real de uma peça de roupa ao longo do tempo”

Por que você deve fazer mais coisas sozinho

A Time publicou um artigo essa semana que me fez parar. O tema: por que fazer as coisas sozinha? Parece óbvio, mas não é.

A reportagem traz uma pesquisa que mostra que as pessoas sistematicamente pulam atividades que gostariam de fazer — cinema, museu, restaurante — simplesmente porque não têm companhia. Não porque não querem ir. Porque têm medo de parecer que não têm com quem ir. O julgamento imaginado pesa mais do que o desejo real.

Essa distinção é pequena e muda tudo.

Existe uma diferença enorme entre solidão e solitude, e a gente mistura as duas o tempo todo. Solidão é necessidade social não atendida, é falta. Solitude é estado neutro, escolhido. Uma é ausência de algo. A outra é presença, de você mesma, pra você mesma. O problema é…

O artigo do Financial Times revela como imagens de satélite, antes vistas como prova quase incontestável em contextos de guerra, estão sendo manipuladas ou até criadas com o auxílio de inteligência artificial, inaugurando uma nova camada de desinformação em conflitos contemporâneos. A reportagem aponta que o problema não é apenas técnico, mas estrutural: quando até a “evidência visual” pode ser fabricada, o que acontece com a confiança pública, o jornalismo investigativo e a própria narrativa dos fatos? É um alerta sutil, e inquietante, sobre como a tecnologia está redesenhando a percepção da verdade em tempo real. (gift link)

Uma artista que transformou o indizível em imagem

A austríaca de origem romani Ceija Stojka sobreviveu a três campos de concentração — Auschwitz-Birkenau, Ravensbrück e Bergen-Belsen — e levou quarenta anos para conseguir encarar, com as próprias mãos, a memória do que viveu. O resultado é uma obra que oscila entre o paraíso perdido da infância e o “trem da catástrofe”, entre paisagens de cores vibrantes e figuras que parecem fantasmas à beira do apagamento. Em NY, uma retrospectiva homenageia sua vida e sua prática criativa como artista, musicista, escritora e ativista, reunindo mais de 60 obras, além de cadernos de esboços e materiais de arquivo. É duro, é belo, é necessário, e promete ser daqueles encontros que reverberam muito depois da visita.

Ceija Stojka: Making Visible
Onde: Drawing Center, 35 Wooster Street, Soho, Manhattan
Até 07 de junho.

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