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Edição #250
Tempo de leitura: 18 minutos

Cultive a curiosidade fazendo "por quê" com mais frequência — tanto sobre o mundo quanto sobre você mesmo.”
desconhecido

A L’Oréal fechou o negócio de US$ 4,6 bilhões pela aquisição da divisão de beleza da Kering.

Warren Buffett afirmou que poderá interromper as doações à Fundação Gates devido às revelações que vieram à tona sobre Bill Gates e Jeffrey Epstein.

Bill Gates prestará depoimento à Comissão de Supervisão da Câmara dos Deputados no dia 10 de junho sobre sua relação com o Jeffrey Epstein.

Bela homenagem. O icônico teatro do Copacabana Palace, um dos palcos mais prestigiados do país, passa a se chamar Teatro Fernanda Montenegro.

Fósseis descobertos na China reescrevem a linha do tempo evolutiva.

Desenho de “Monstros Fofos”, feito por uma criança de 8 anos, foi escolhido como o vencedor para decorar um trem de verdade.

A Nestlé lançou o Stolen KitKat Tracker, um site onde você pode verificar se o KitKat que está comendo é um dos mais de 413 mil que foram roubados de um caminhão na Europa.

O museu da Apple (não oficial) inaugurado na Holanda.

O trailer da nova temporada de Beef.

Uma pergunta que quase todo mundo se faz, mas ninguém sabe responder: por que o Brasil é tão colorido?

As luvas de lavar louça saíram da cozinha e foram parar no tapete vermelho do Oscar, nos desfiles da Prada e da Givenchy, mas a Dazed pergunta: será que há algo mais sinistro por trás dessa tendência? 

A maior coleção de amostras de cabelo de celebridades. Só eu achei isso meio creepy?

Com quase 80 anos, Henri Matisse entrou em um de seus períodos mais radicais e prolíficos. A exposição “Matisse, 1941–1954” reúne cerca de 300 obras finais, das icônicas gouaches découpées a vitrais e livros ilustrados. Apresentada pelo Grand Palais × Centre Pompidou, revela uma reinvenção diante das limitações físicas. Em cartaz até 26 de julho.

Na capa da Vogue America, Meryl Streep e Anna Wintour falam sobre poder, moda e como interpretar um papel. 

Como o elevador transformou a forma como vivemos e trabalhamos. (gift link)

Unicórnio de duas pessoas: bem-vindo ao futuro. Em 2024, Sam Altman previu que IA permitiria criar empresas solo de US$ 1 bilhão. Matthew Gallagher, 41 anos, levou a sério: com US$ 20 mil, dois meses de trabalho e ferramentas de IA, criou a Medvi, plataforma de telemedicina focada em perda de peso com medicamentos GLP-1. A empresa deve fechar 2026 com US$ 1,8 bilhão em vendas operando com apenas duas pessoas, ele e o irmão. 

A agência de Tokyo TBWA\HAKUHODO criou o Radio Time Machine, parece aquele rádio que sua avó mantinha no balcão da cozinha Mas em vez de frequências, o dial se move através de anos. Gire para 1971 e o dispositivo gera uma transmissão de rádio completa daquele momento: notícias da época, hits daquele verão, uma voz que parece pertencer àquele lugar. O projeto foi desenvolvido com a Nichii Gakkan, uma das maiores operadoras de cuidados para idosos do Japão, e está enraizado na Terapia de Reminiscência, abordagem bem documentada em pesquisa de saúde cognitiva. Pistas sensoriais familiares, particularmente música e vozes dos anos formativos de uma pessoa, podem trazer à superfície memórias que parecem inalcançáveis. O dial vai de 1950 a 2025, movendo-se em incrementos de um ano, com sessões de alguns minutos a várias horas.

A Lua como você nunca viu antes. As primeiras imagens da Artemis II e como a Terra se vê do outro lado.

O Ateliers Hugo, estúdio francês lendário responsável por transformar desenhos de Picasso em peças de ourivesaria, faz sua primeira aparição no Brasil durante a SP-Arte.

Amy Webb mata trend report e inaugura era das convergências. 

Todo ano, o presidente do comitê de biografia do National Book Critics Circle apresenta a shortlist dos melhores novos livros do gênero. Desta vez, Iris Jamahl Dunkle — biógrafa premiada, poeta e crítica — introduz o título vencedor: um perfil profundamente pesquisado de uma pioneira da educação especial, além de quatro finalistas. Se você é do time que acredita que biografia bem-feita é literatura de primeira, essa lista é pra você.

Segundo o World Happiness Report 2026, a satisfação com a vida é mais alta em taxas baixas de uso de redes sociais e mais baixa em taxas altas de uso — dados cobrem sete atividades online de estudantes de 15 anos em 47 países.

Menos gente, mais verdade

Tenho falado bastante disso na terapia. E talvez seja um daqueles temas que aparecem primeiro como incômodo, antes de fazer sentido.

Ultimamente, tenho sentido uma espécie de impaciência com as pessoas, mas não a impaciência óbvia, não é irritação nem falta de interesse. É mais sutil. É uma preguiça de falar, de explicar, de dividir. Como se colocar em palavras exigisse uma energia que eu simplesmente não estou mais tão disposta a gastar.

Sempre fui alguém que escuta, mas também alguém que compartilha. E agora percebo um pequeno deslocamento: continuo ouvindo, talvez até melhor do que antes, mas com menos vontade de me colocar. Menos exposição, menos narrativa, menos esforço. Isso, confesso, me assustou um pouco, porque, num primeiro momento, parece isolamento, parece que estou me fechando, mas, aos poucos, uma outra leitura começou a aparecer: talvez não seja afastamento, talvez seja seleção.

Tenho estado mais caseira, mais confortável em relações que dispensam explicação, aquelas em que o contexto já é compartilhado, em que a fase da vida é parecida, em que existe um entendimento quase automático. E isso me fez pensar que talvez seja parte da maturidade perceber que menos é mais, inclusive nas relações. Que amizade de verdade não precisa de manutenção constante, nem de presença performática, nem de frequência cronometrada. Ela simplesmente existe, e fica.

Mas tem outro lado, que ainda me atravessa…

© Martin Parr/Magnum Photos

Você talvez conheça o TDAH pelo clichê: distração, impulsividade, dificuldade de foco. Mas e se a pergunta estiver errada desde o começo?

Essa matéria propõe uma virada de chave: e se o que chamamos de “déficit” for, na verdade, uma forma diferente, e potencialmente valiosa, de atenção? Um cérebro menos interessado em tarefas repetitivas… e muito mais sensível ao que é novo, incerto e cheio de possibilidades.

O texto apresenta a ideia de “hipercuriosidade”: um impulso quase irresistível de explorar, descobrir, seguir pistas — como se informação fosse, literalmente, recompensa.

E aí vem o plot twist: esse traço, que hoje pode atrapalhar em ambientes rígidos e previsíveis, talvez tenha sido essencial para a sobrevivência humana. A matéria não romantiza (não é “superpoder”), mas convida a olhar para o TDAH menos como falha… e mais como um desencaixe entre o tipo de mente e o tipo de mundo em que ela está operando.

Em outras palavras: talvez não seja falta de atenção, mas atenção demais para as coisas certas no contexto errado. Interessante, né?

Kapwani Kiwanga transforma pesquisa em escultura, instalação, vídeo e performance. Amarra objetos de locais específicos, evidências de poder econômico e político, a diáspora africana global e a história do colonialismo pra reler narrativas estabelecidas de forma idiossincrática.

Formada em antropologia e religião comparada na McGill University, com raízes numa família canadense de classe trabalhadora com laços na Tanzânia, ela percebeu que a academia era limitante demais: "Senti que a audiência era muito limitada. A arte, por outro lado, oferecia um jeito de alcançar mais gente."

Baseada em Paris há mais de uma década, define seu trabalho como "70% pesquisa, 30% fazer". Emprega a linguagem do Minimalismo e teoria das cores em resposta a sites específicos, com materiais como fibras de sisal, tecido de sombra, vidro, sementes e plantas se tornando pedras de toque importantes.

No pavilhão canadense da Bienal de Veneza, apresentou "Trinket": sete milhões de miçangas de vidro Murano vintage (conterie) — aquelas usadas como moeda e itens de troca que ajudaram a moldar o mundo. Cortinas luminosas nas paredes internas, esculturas no centro do espaço, cordões azuis majestosos pendurados na frente do edifício. Cada miçanga, uma potencial testemunha de transações passadas, às vezes sombrias. Beleza como veículo pra reconhecer o violento, o feio, o doloroso, e seguir em frente.

Você está concorrendo automaticamente ao ranking que vai premiar os 5 leitores que trouxerem o maior número de novos inscritos para a EYN até o fim da campanha. Os prêmios? Uma moleskine exclusiva da EAT YOUR NUTS + a revista impressa especial EYN e iLove.e (edição colecionável e limitada), além de uma tote bag super cool!

Quanto mais você indicar, mais chances de ficar no Top 5.

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