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Edição #257
Tempo de leitura: 7 minutos

Descobri que viver uma vida alegre não significa tentar evitar o inevitável. A alegria vem de mobilizar uma forte força vital para superar os problemas.
― Tina Turner

Uma praticante de parapente foi atingida por um Cessna 172 perto de Zell am See, na Áustria, no sábado, mas acionou o paraquedas de emergência e pousou em segurança. O piloto da aeronave também pousou em segurança após a colisão.

A Meta inicia um corte de 8.000 postos de trabalho em todo o mundo como parte de uma iniciativa para aumentar a eficiência em IA.

A Zara ultrapassou a Nike, que liderava a categoria há anos, e se tornou a marca de moda mais valiosa do mundo, segundo o novo ranking global Kantar BrandZ.

O Papa Leo XIV divulgou uma declaração abrangente sobre inteligência artificial, alertando que a tecnologia poderia agravar a desigualdade, minar a confiança e concentrar o poder na ausência de limites mais claros. 

Uma emissora de rádio no UK teve que pedir desculpas depois de anunciar acidentalmente a morte do rei Charles.

Investigação da Polícia Civil aponta Laéssio Rodrigues de Oliveira, 53, considerado o maior ladrão de obras de arte e livros raros do país, como mandante do roubo de quadros da biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em 7 de dezembro de 2025.

A proibição dos sachês de nicotina na França abriu uma crise diplomática inesperada com a Suécia. Autoridades suecas classificaram as punições, que podem chegar a cinco anos de prisão, como um “ataque ao estilo de vida sueco”, já que o produto é amplamente consumido no país como alternativa ao cigarro tradicional.

James Murdoch está adquirindo cerca de metade da Vox Media, incluindo a revista New York, o Vox.com e sua rede de podcasts, por mais de US$ 300 milhões.

Morreu aos 93 anos Toshifumi Suzuki, o empresário que transformou a 7-Eleven em um império global. Foi ele quem levou a marca ao Japão em 1974 e reinventou o conceito de conveniência moderna, ajudando a expandir a rede para mais de 80 mil lojas no mundo.

A LEGO atualizou sua icônica indicação de idade “4–99” para “4–100+” em homenagem ao centenário de Sir David Attenborough.

Eu não testei, mas esse aplicativo promete analisar sua caixa de entrada em busca de atrasos, cancelamentos e conexões perdidas nos últimos três anos e, em seguida, apresenta automaticamente pedidos de indenização em seu nome. (Provavelmente só funciona na gringa)

Simplesmente fã do trabalho da ilustradora Laura K Sayers, que mora em Glasgow e cria mundos em miniatura feitos de papel que expressam sua alegria nos momentos do dia a dia e na mudança das estações.

Um tópico no Reddit perguntando “o que dá para aprender em 10 minutos e usar para o resto da vida?” ganhou popularidade por uma resposta simples: usar a distância entre o polegar e o dedo mínimo abertos como ferramenta de medição improvisada. Achei surpreendentemente útil…

A Forbes divulgou a lista dos 10 atletas mais bem pagos do mundo, com Cristiano Ronaldo conquistando o primeiro lugar pelo quarto ano consecutivo.

A Herman Miller criou sua primeira mesa para trabalhar em pé voltada para gamers. A Gaming Coyl apresenta um design mais minimalista do que a maioria dos móveis para gamers, oferece opções para organizar os cabos e possui um botão giratório para ajustar a altura com precisão. 

As primeiras imagens do teste Trinity, a primeira explosão nuclear da história, acabaram de ganhar novos ângulos. Fotos esquecidas por décadas revelam não só a dimensão da detonação no deserto do Novo México, mas também a escala quase cinematográfica do projeto que mudou o rumo do século 20.

Nem Cannes escapou da crise de Hollywood. Sem Disney, Netflix, Amazon MGM ou Paramount no festival deste ano, a Croisette ficou menos estrelada, com menos festas, menos iates e mais influencers ocupando o espaço antes dominado pelo cinema tradicional. Um retrato bastante simbólico de uma indústria tentando entender qual é seu próximo ato. (gift link)

Moda e décor cada vez mais falando a mesma língua: a Westwing acaba de lançar uma collab com a estilista cearense Marina Bitu que traduz referências da arquitetura nordestina e da paisagem brasileira em tapetes e almofadas autorais.

O vaso gigante e o hidrante de incêndio de Roberto Lugo no Madison Square Park. 

Tem curiosidade de ver a sua vida em semanas? Crie um mapa dela representando cada semana como uma caixinha.

O Marriott Bonvoy acaba de lançar a Design Shop, plataforma de décor com móveis, objetos e peças inspiradas nos interiores de hotéis da rede, como W Hotels e Westin. A ideia é transformar o lifestyle da hospitalidade em extensão da casa, surfando a crescente obsessão por interiores com “cara de hotel”. 

“I Love Boosters”, novo filme de Boots Riley, parece um delírio fashion sci-fi, e muito disso vem do trabalho da figurinista Shirley Kurata. Em entrevista à CNN, ela conta como construiu o universo visual do longa a partir de roupas maximalistas, peças vintage e uma estética quase anárquica, onde a moda funciona como linguagem política, identidade e resistência. 

A Christie’s arrecadou mais de US$ 1 bilhão com a coleção de arte de S.I. Newhouse, dono da Condé Nast e um dos maiores colecionadores do século passado. Entre os destaques, obras de Brancusi, Pollock e Picasso, mas quem roubou parte da atenção foi Nicole Kidman, estrela da campanha criada pela casa de leilões para apresentar a venda. 

Las Vegas acaba de sediar uma espécie de “Olimpíada do doping”. O Enhanced Games reuniu atletas de elite em provas onde o uso de substâncias para aumentar performance não só é permitido, como faz parte da proposta. Sem testes antidoping, a competição virou vitrine para uma nova indústria bilionária que mistura longevidade, biohacking e medicina de performance. Com apoio de investidores do Vale do Silício e premiações milionárias para quebra de recordes, o evento reacendeu discussões sobre ética no esporte, limites do corpo humano e o futuro do próprio conceito de alta performance.

A Bacio di Latte anunciou o lançamento da linha Bacio Zero, composta por gelatos sem adição de açúcar e milkshakes proteicos vendidos no mercado brasileiro. 

O diagnóstico como feitiço

© Ilustração: Anais Mims/Guardian Design

Tem um artigo do Gavin Francis publicado no Guardian em fevereiro que ficou na minha cabeça. Ele é clínico geral há trinta anos no NHS, escreveu um livro chamado The Unfragile Mind, e a tese é desconfortável: a gente pode estar fabricando uma epidemia de doença mental ao confundir sofrimento humano com patologia clínica.

Minha primeira reação foi defensiva. Porque eu, como provavelmente metade das pessoas que leem isso, coleciono diagnósticos como quem coleciona repertório. Ansiedade, traços disso, espectro daquilo. Tudo nomeado, tudo com sigla em inglês para conferir legitimidade. E tem um alívio genuíno em receber esses nomes, especialmente para uma geração que cresceu sendo chamada de exagerada, intensa e dramática. O diagnóstico, durante muito tempo, foi a credencial que validava o que a gente já sabia: que algo doía.

Mas Francis aponta uma coisa que eu não tinha pensado direito. Em 2019, dois terços dos jovens britânicos disseram acreditar ter algum transtorno mental. DOIS TERÇOS. Isso ou é uma pandemia silenciosa, ou é problema de medida, a gente alargou tanto o critério do que conta como doença que praticamente todo mundo se encaixa em alguma categoria. E as sucessivas expansões do DSM e do CID não foram descobertas em laboratório, foram decididas em sala de reunião por um grupo de médicos ocidentais.

Entre vinho natural, luz baixa e improviso, o jazz virou símbolo de um novo tipo de sofisticação cultural entre a Gen Z.

O jazz voltou a ocupar um lugar improvável: o centro da vida noturna cool parisiense. Em uma reportagem do Financial Times, clubes históricos da cidade aparecem lotados por uma nova geração que descobriu no jazz uma alternativa ao excesso digital, às festas previsíveis e à cultura dos algoritmos. Muito impulsionado pelo TikTok, que transformou apresentações intimistas em estética aspiracional, o movimento revela uma busca crescente por experiências mais lentas, presenciais e quase analógicas. (gift link)  

O artista Alex Israel encontrou uma nova forma de olhar para Los Angeles: caminhando. Em sua nova série de obras, Where is My Mind?”, em exposição na Pace Prints, em Nova York, o artista transforma cenas da cidade em paisagens mentais desenhadas dentro do contorno da própria cabeça. Uma espécie de mapa afetivo de LA, feito de memórias, movimento e contemplação lenta. Perfeito para fechar a semana pensando em como as cidades também moldam a forma como pensamos.

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