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Edição #261
Tempo de leitura: 15 minutos

E vendo que a libélula enveredava por entre os juntos, ficou pensando que mais importante do que nascer é ressuscitar.
Lygia Fagundes Telles

A Coca-Cola vai aos tribunais nesta semana para contestar uma cobrança de US$ 20 bilhões em impostos.

Nos últimos tempos o seu feed ficou lotado de posts de pessoas visitando o Japão? Não é só impressão. O país vive um boom de turistas e vai aumentar em cinco vezes o valor de seus vistos.

Depois de colaborar com a Dior, a navegadora e escritora brasileira Tamara Klink passa a integrar também o universo da CARE Natural Beauty, como embaixadora oficial.

Após meses de pressão interna e queda de popularidade, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou sua renúncia.

Serena Williams está de volta a Wimbledon. Depois de retornar às quadras neste mês e vencer uma partida de duplas em Londres alimentando rumores sobre sua volta ao circuito, a lenda recebeu um wild card para disputar a chave de simples na próxima semana. Serena também jogará duplas ao lado da irmã, Venus.

O estúdio de filmes cult A24 fechou uma parceria de US$ 75 milhões com o Google para desenvolver ferramentas de inteligência artificial. O acordo sinaliza uma mudança importante em uma indústria que tem tratado a IA com bastante desconfiança.

Toy Story 5 teve a melhor bilheteria de estreia dos cinemas em 2026. O novo filme da Disney e Pixar arrecadou US$312 milhões em seu primeiro fim de semana.

O ator Kevin Bacon muda o nome para Kevin Bean por uma boa causa.

Na última semana, pelo menos 40 pessoas morreram afogadas na França enquanto nadavam em zonas não vigiadas para tentar combater o calor extremo.

As melhores histórias da Copa nem sempre acontecem dentro de campo. Um menino de 11 anos desenhou o próprio álbum de figurinhas no Sertão da Paraíba.

A mãe que administra a casa com uma equipe de agentes de IA. Sua sensação? Ter recuperado cinco anos de produtividade.

Segundo esta matéria do The New York Times, as ruas pintadas de verde e amarelo estão de volta. Após anos de entusiasmo morno com a seleção brasileira, moradores de diferentes cidades voltaram a pegar pincéis e tinta para decorar ruas inteiras durante a Copa do Mundo. (gift link).

Tem uma lista de tarefas intermináveis que você vive procrastinando para resolver? Talvez você precise de uma “admin night".

Estamos hipnotizados pela criatividade do site da Daimaru Matsuzakaya, um dos grupos de varejo mais tradicionais do Japão.

É daquelas pessoas que adora os “merchs” de restaurantes? Eles seguem em alta e, aparentemente, se tornaram uma espécie de símbolo de status e bom gosto

A magreza extrema que voltou a dominar os tapetes vermelhos pode ser especialmente problemática para mulheres acima dos 50 anos.

Queremos o Lego da Sagrada Família, que está em pré-venda por €799.

Sim, ele está de volta! O retorno triunfal do frozen yogurt, mas agora associado ao bem-estar, à proteína e aos probióticos.

A Geração Z está transformando a solteirice em projeto de vida. O fenômeno ganhou até um nome, "solomaxxing".

Árvores têm direitos? Uma pequena cidade canadense acha que sim. Ao reconhecer árvores como seres vivos, ela se junta a um movimento global que já concedeu status especial a rios, florestas e outros ecossistemas. 

É possível se tornar uma pessoa otimista em apenas alguns dias?

Ilustração do Headspace Guide to Meditation via The Nood Mag

A convite da Issey Miyake, nos aprofundamos na proposta pela psicóloga Deepika Chopra em seu livro The Power of Real Optimism. A resposta positiva para a pergunta do título parece improvável, especialmente em uma época em que passamos boa parte do tempo administrando incertezas. Nunca tivemos tanto acesso à informação e, ao mesmo tempo, tanta dificuldade em imaginar o futuro com tranquilidade.

Foi observando esse cenário que Chopra começou a investigar o que chama de "otimismo real". Seu ponto de partida é simples: talvez estejamos confundindo otimismo com positividade.

A cultura da positividade nos ensina a procurar o lado bom das coisas, repetir afirmações motivacionais e acreditar que tudo acontece por uma razão. Mas, segundo a autora, o cérebro não funciona assim. Quando uma mensagem parece distante da realidade, ele simplesmente a rejeita.

E se o otimismo tivesse uma imagem, provavelmente ela se pareceria com a luminosidade do nascer do sol, ponto de partida para a criação de Lumière d'Issey.

Inspirada na luminosidade natural do amanhecer, a fragrância traduz em notas olfativas essa sensação de clareza e abertura. A mandarina verde traz frescor e energia logo nas primeiras notas. A flor de laranjeira acrescenta intensidade e delicadeza. Ao fundo, o acorde amadeirado de pistache oferece profundidade e permanência.

Uma interpretação olfativa de uma ideia potente: enxergar possibilidades depende, muitas vezes, da luz que lançamos sobre elas.

O que fazer com os "hasslers" da sua vida?

Ilustração por The Atlantic. Fonte: Getty

Durante décadas, a ciência do bem-estar repetiu uma ideia quase incontestável: relacionamentos são um dos principais determinantes de uma vida saudável e feliz. Mas uma nova linha de pesquisa vem chamando atenção para um detalhe importante: nem toda relação faz bem. Os pesquisadores deram até um nome para essas figuras recorrentes em nossas vidas, os "hasslers": pessoas que exigem energia constante, geram conflitos, criam problemas ou simplesmente transformam interações cotidianas em fontes de desgaste. Estudos sugerem que sua presença está associada a níveis mais altos de ansiedade, depressão e pior saúde física.

O aspecto mais interessante da discussão, porém, está longe de uma defesa do corte imediato de vínculos. A mesma pessoa que nos esgota pode ser aquela que aparece quando precisamos de ajuda, oferece apoio em momentos difíceis ou faz parte de uma rede de afeto construída ao longo de anos. Em uma cultura cada vez mais orientada pela otimização das relações e pela eliminação de incômodos, a pesquisa sugere uma pergunta menos confortável: até que ponto uma vida boa depende de estar cercado apenas por pessoas que nos fazem bem o tempo todo?

Eduardo Nazarian tem como protagonista pigmentos naturais, terra, cerâmica e outros elementos orgânicos em suas criações. Uma de suas principais matérias-primas vem do solo do sul da Bahia, rico em matéria orgânica e em minerais como titânio e óxido de ferro, responsáveis pelos tons de amarelo amarronzado e vermelho vibrante da terra. É justamente nesse encontro entre matéria, cor e origem que moram as infinitas possibilidades plásticas enxergadas por Nazarian.

Em tudo o que cria, o artista atua como uma ponte entre arte e natureza, investigando a relação entre corpo e ambiente. As cores terrosas e as texturas minerais fazem com que o resultado seja muito mais do que uma representação: tornam-se presença física, matéria viva e experiência sensorial.

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