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Edição #270
Tempo de leitura: 14 minutos

“Quem tem amigos tem todo o resto que merece ter.”
― Ana Maria Gonçalves


Avalanche de lama na fronteira do Nepal com o Tibete deixa muitos mortos e centenas de desaparecidos; as cenas são chocantes.

Pessoas com 100 anos ou mais parecem apresentar níveis elevados de uma célula imunológica rara que destrói células cancerígenas.

Astronautas cultivaram couve “da fazenda para a mesa” no espaço,  e isso é mais importante do que você imagina. 

Os gêmeos que se casaram com irmãs gêmeas em celebração feita por padres gêmeos e com coroinhas gêmeos. 

Após quase duas semanas de seu falecimento, foi anunciada a morte da artista Yayoi Kusama, aos 97 anos. Relembre sua trajetória no nosso mini doc.

A Harvard Business School está cobrando US$ 699 por um bootcamp para empreendedores que inclui avatares com inteligência artificial de seus professores, que ouvem e dão feedback às apresentações de negócios.

O que parecia uma reforma comum acabou revelando um tesouro avaliado em 9 milhões de euros.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da J&F e da JBS, acabaram de fechar a compra de 100% da Nova AVB, uma tradicional empresa bélica brasileira.

China adia para 2027 missão histórica que buscará água na Lua. 

A SHEIN deve abrir o capital em 1º de setembro, com uma avaliação potencial de US$ 27 bilhões.

A Paramount Pictures está desenvolvendo uma sequência da comédia romântica de 2003 “Como Perder um Homem em 10 Dias”, com Kate Hudson como produtora.

Vítima do 11 de setembro é identificada por meio de uma técnica de genealogia genética inédita.

O arquiteto Shigeru Ban, ganhador do Prêmio Pritzker, concluiu a construção de um hotel de bem-estar na Ilha de Awaji, no Japão.

O novo app para smartphones Mobilio ajuda pessoas com cegueira ou baixa visão a se locomoverem mais rapidamente e a evitar obstáculos; os primeiros testes sugerem que ele pode rivalizar com um guia humano. 

No Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, o artista e designer holandês Maarten Baas acaba de transformar a passagem do tempo em um espetáculo coletivo. People’s Clock, sua nova obra, é um cubo de 2,5 metros que exibe as horas em quatro faces, mas, em vez de ponteiros convencionais, são pessoas que se movimentam para formar horas e minutos.

E esse bolo de repolho? Na real, tem de tomate e até uma torta invisível.

Novo coffee-book table revisita a trajetória de Arnold Schwarzenegger, acompanhando sua transformação de ícone do fisiculturismo e astro de Hollywood a político. 

Escolher onde jantar ficou mais fácil: o ChatGPT agora pode buscar horários disponíveis em restaurantes diretamente na conversa, por meio de plataformas como OpenTable, Resy e Yelp.Para fazer a busca, basta informar onde e quando você quer comer, o número de pessoas e, se quiser, preferências como tipo de cozinha, orçamento, restrições alimentares ou atmosfera. A partir daí, é possível visualizar os horários disponíveis, fazer perguntas para refinar a busca e até consultar um restaurante específico. 

Bill Ackman quase perdeu a filha. Agora, vai transformar tragédia em esperança.

Na biografia, Os Safra, Robson Viturino mergulha nos personagens e narra a história da família que construiu um dos maiores impérios financeiros do mundo. 

Completamente obcecada por essa nova academia compacta para casa que oferece múltiplas funções ocupando o mínimo de espaço. Já quero!

Quais são as previsões do CEO da LVMH Watches para o futuro da relojoaria?

Praça central de Bruxelas ganha tapete gigante de flores inspirado em “A Grande Onda de Kanagawa”, de Hokusai. A peça integra mais de 700 mil flores e mede cerca de 70 metros de comprimento por 24 de largura.

Um kit de ferramentas com 193 utilitários específicos: calculadoras, conversores e testes de hardware. Sem necessidade de cadastro, sem instalação, sem complicações.

Morri de alegria ao saber que um dos meus museus favoritos, o V&A, prestará homenagem a Freddie Mercury em uma exposição gratuita repleta de moda.

A imperfeição como prova de humanidade

Tem uma coisa curiosa acontecendo no design: quanto mais a tecnologia torna tudo perfeito, mais valor parecem ganhar justamente as coisas que não são. Uma costura que não é exatamente reta. Uma pincelada que deixa aparecer a mão de quem pintou. Uma cerâmica em que nenhuma peça é idêntica à outra. Uma fotografia que parece mais pintura do que fotografia. Um móvel antigo com uma forma meio estranha, impossível de confundir com os milhares de outros produzidos em série.

Talvez seja uma reação natural a um mundo em que já conseguimos fabricar quase qualquer imagem e, em breve, quase qualquer objeto, com uma precisão impressionante. Quando a perfeição pode ser produzida infinitamente, a imperfeição começa a funcionar como prova de origem.

Como escreveu Barr Balamuth em um ensaio recente sobre o assunto: “human fingerprints are the new luxury”. A marca da mão humana virou uma espécie de certificado de autenticidade.

O que significa, afinal, ser autista?

© BBC

O diagnóstico de autismo está passando por uma espécie de acerto de contas. Com o aumento dos diagnósticos, especialmente entre adultos, cresce também o debate sobre até onde deve ir o espectro e se uma única definição consegue dar conta de experiências tão diferentes. A BBC mergulha nessa discussão a partir das ideias da psicóloga britânica Uta Frith, uma das principais pesquisadoras do autismo, que defende diagnósticos mais precisos e capazes de distinguir necessidades muito diferentes. A questão é delicada: de um lado, pessoas com necessidades de suporte extremamente distintas reunidas sob o mesmo diagnóstico; de outro, o risco de que uma definição mais restrita apague experiências que durante décadas sequer foram reconhecidas.

Pra fechar a edição, uma dica: se você não conhece a americana Pae White, vale ir atrás. A americana é daqueles artistas que fazem a gente olhar duas vezes para coisas que normalmente passam despercebidas. Em suas obras, bjetos cotidianos, palavras, padrões e estruturas arquitetônicas ganham uma nova escala e, com ela, uma nova maneira de serem percebidos.

Nascida em Pasadena, na Califórnia, White transita entre arte, design e arquitetura com uma linguagem que pode ser ao mesmo tempo lúdica e sofisticada. Seus trabalhos brincam com a ideia de que tudo ao nosso redor pode carregar algum tipo de poesia, basta mudar o ponto de vista.

A peça mais famosa dela, Smoke Knows, é uma tapeçaria que reproduz em fios coloridos a fumaça de um cigarro, como se o que se dissipa no ar pudesse ser fisgado e pendurado na parede. Em 2009 ela levou essa mesma obsessão pelo delicado e pelo esquecido para a Bienal de Veneza, com uma instalação de uma gaiola gigante "achatada" sob o próprio peso, lustres feitos de sementes de pássaro e performers disfarçados de aves circulando pelo espaço; no ano seguinte, entrou na Whitney Biennial. 

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