“Pensávamos que éramos nós que pesquisávamos no Google, mas agora entendemos que é o Google que nos pesquisa.”
― Shoshana Zuboff

Um robô humanoide tentou chutar um cliente após ser empurrado em uma loja de eletrônicos em Saratov, na Rússia.
Duane “Keffe D” Davis foi considerado culpado por ter orquestrado o assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996.
Uma iniciativa global de voluntários para a limpeza dos oceanos recolheu 1,3 milhão de garrafas plásticas em um dia.
Grupo Azzas 2154 anuncia separação entre Arezzo&Co e SOMA.
Ternus, da Apple, assume o cargo de CEO, tendo a IA como prioridade número um.
A retrospectiva de John Galliano no Met é cancelada.
Lionel Messi anunciou ontem sua aposentadoria da seleção argentina, após quase duas décadas e seis Copas do Mundo.

Entre as fobias pouco comuns está a turofobia, o medo de queijo. Vem saber mais sobre as fobias mais estranhas que as pessoas têm!
A Grey Goose fez uma parceria com a sorveteria Unnecessary, de Nova York, para reinventar seu icônico Honey Deuce para o US Open, dando um toque especial ao coquetel com melão fresco, Calpico e framboesa, finalizado com uma raquete de tênis de chocolate amargo.
Em uma ilha de Veneza, 500 artesãos e 700 objetos conduzem os visitantes por uma exploração lenta e sensorial do artesanato.
Saiba mais sobre a primeira selfie da história, tirada há quase 200 anos.
Yayoi nos deixou, aqui um guia definitivo sobre a artista.
O novo estudo da Box1824 que investiga o buzz literário que vai muito além da leitura e do amor pelos livros.
PDF bem legal da Fernanda Neute com um método para organizar a sua vida em um mês.
A startup italiana PlantVoice criou uma plataforma de "inteligência vegetal" que monitora, em tempo real, sinais fisiológicos das plantas e cruza essas informações com dados de clima e solo para entender quando elas estão sob estresse, com sede ou precisando de nutrientes. A partir daí, recomenda ações para melhorar a saúde das culturas e otimizar a produção agrícola.
A maioria das pessoas não usa fio dental. A resposta da Dyson para esse problema é uma escova de dentes de US$ 499 com uma câmera embutida. Apresentada por James Dyson em Paris essa semana, após seis anos de pesquisa e desenvolvimento, a CameraJet é, segundo relatos, a primeira escova de dentes elétrica a reunir uma câmera macro intraoral, um sistema de direcionamento por IA e um jato de enxágue bucal de precisão em um único cabo.
31 filmes da Pixar, do pior ao melhor - e ninguém me perguntou, mas discordo da lista. Para mim, Finding Nemo é o número 1 e sempre será.
A JHSF inaugura loja de departamentos, a CJ Fashion, capitaneada por Ana Auriemo e com curadoria de Renata Queiroz de Moraes, reunindo moda, joias, beleza, acessórios, gastronomia e cultura.
A Torre Eiffel quebrada caiu no deserto de Nevada. Criada pelo artista francês Philippe Maindron para o Burning Man 2026, a obra “Eiffela Broken Dream” reimagina o marco de Paris como uma instalação monumental de aço, em escala 1:10 e pesando 29 toneladas, dividida em duas partes.
Uma planta baixa. Dez casas completamente diferentes.
Os fãs do famoso Snoopy podem conferir uma nova exposição no Meatpacking District que explora a influência do personagem na cultura pop ao longo das décadas.
Uma impressionante sequência de imagens de um apartamento moderno comum, onde diversos objetos do cotidiano são acompanhados pelas palavras de alguém que testemunhou sua chegada às nossas vidas ao longo das últimas décadas e até mesmo dos últimos séculos. Muito interessante.
O Google lançou um novo editor de imagens.

A cor está ficando anti-IA?
Quanto mais fácil ficou criar uma imagem perfeita, mais difícil é criar uma imagem com personalidade. A estética produzida por inteligência artificial já tem seus próprios códigos: interiores impecáveis, luz impossível, materiais sem uma marca sequer, gradientes suaves, paletas neutras e aquele tipo de beleza que funciona muito bem justamente porque não incomoda ninguém. É o que alguns já chamam de AI aesthetics: uma espécie de bom gosto médio, polido e infinitamente reproduzível.
Talvez por isso esteja acontecendo um movimento interessante na direção contrária. A Architectural Digest chamou atenção recentemente para uma mudança no próprio conceito de "bom gosto": depois de anos de minimalismo, ambientes cada vez mais personalizados, estranhos e difíceis de categorizar começam a ganhar espaço. A questão não é simplesmente trocar o bege por uma parede vermelha, mas abandonar a ideia de que existe uma fórmula universal para uma casa, uma marca ou uma imagem parecer bonita. A IA consegue reproduzir o que já foi aprovado, salvo e compartilhado. O que ela não tem é uma história para contar sobre por que aquele objeto ficou ali.
E a cor está no centro dessa virada. Na moda, a Pantone descreveu a temporada Primavera/Verão 2026 da New York Fashion Week como uma celebração da expressão individual, com combinações mais livres e contrastantes, uma resposta explícita à crescente homogeneização provocada pela inteligência artificial. No design, a mesma vontade aparece na volta do maximalismo, das combinações improváveis e de espaços que parecem ter sido montados por uma pessoa específica, e não por um algoritmo.


E se o Google já não for mais o lugar onde a gente começa a procurar?

Durante anos, pesquisar alguma coisa na internet significava abrir o Google e digitar uma pergunta. Hoje, esse gesto tão automático começa a mudar. Em vez de procurar links, cada vez mais pessoas querem uma resposta pronta, seja conversando com uma inteligência artificial, perguntando a alguém nas redes sociais ou buscando diretamente dentro de plataformas como TikTok, Reddit e YouTube.
A mudança parece pequena, mas diz muito sobre como a internet está deixando de ser um lugar para onde vamos encontrar informação e se tornando um lugar onde esperamos que a informação já chegue organizada para nós.
A questão é que, quando deixamos de percorrer páginas, comparar fontes e construir nosso próprio caminho pela informação, também perdemos uma parte importante da experiência de descobrir alguma coisa. E talvez seja justamente isso que esteja em jogo na chamada “morte da busca”: não apenas o futuro do Google Search, mas o futuro de uma internet em que ainda precisamos ser curiosos o suficiente para clicar, duvidar, investigar e nos perder um pouco pelo caminho.
A matéria parte dessa transformação para olhar para uma pergunta maior: o que acontece quando pesquisar deixa de ser uma atividade e vira apenas uma resposta?


E se fosse possível ver o som? O pintor norte-irlandês Mark Francis transforma dados de cor e som em pinturas abstratas que parecem pulsar diante dos olhos. Em seus trabalhos recentes, cada tonalidade carrega uma espécie de informação, que oscila e se organiza em sequências abstratas, entre o caos e a melodia, como se estivéssemos diante de uma tradução visual do modo como o cérebro processa o mundo. A relação entre arte e ciência sempre esteve no centro de sua pesquisa, mas agora Francis se interessa especialmente por essa interseção entre frequência, cor e percepção. Nascido em 1962, em Newtownards, na Irlanda do Norte, e radicado em Londres, o artista construiu uma extensa trajetória na pintura abstrata e já expôs em instituições como a Royal Academy, a Tate Gallery e a IMMA, na Irlanda. Seu trabalho parece propor uma pergunta simples, mas fascinante: e se aquilo que sentimos pudesse também ser visto?

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